sábado, 6 de agosto de 2011

da natureza podre

aquele clássico silêncio
tântrico
que nos diz que chegamos no terreno do que não se deve partilhar
da individualidade
pode ser muito incômodo:
para alguns.

não deve haver problema algum com nada de nós mesmos,
afinal encontramos tanta gente todos os dias...

e ainda temos que conversar!

mas o passar do tempo...
o passar do tempo nos dá uma habilidade que temos o engano de chamar de "casca".
podemos dizer que um certo manejo educado e centrado,
respeitoso,
preserva o limite do ermo em cada um. o trato humano,
tete-a-tete, ou até o trato com pessoas muito mais pobres ou muito mais ricas e prestigiosas do que nós,
no jornal,
na tevê,
numa festa,
nos nossos procedimentos bom-dia-boa-tarde-obrigado,
revela-se um fator fundamental no que diz respeito ao convívio
não conflituoso.

"alguns podem gritar determinados preconceitos em relação aos outros e acabam expondo-se: as palavras não se cansam de atribuir novos significados a determinados atos, demonstrando a repercussão de quem emite o som que emite - como rodam seu filme! esse mesmo silêncio, metálico, que se nos apodera num almoço sozinho, assusta àqueles que não aprenderam a viver suas vidas e a domesticar suas 'opiniões formadas' a respeito das causas e das consequências da personalidade das pessoas. viver em grupos unidos é o que pode salvar paliativamente alguns inconformados com suas vidas - irreversíveis. identificar-se a determinados rótulos como uma espécie de salvaguarda para o enfrentamento de si mesmo pode ser uma tática - mas nunca uma estratégia de eficiência."

terça-feira, 2 de agosto de 2011

o maior branco do universo se aproximou da instância mais categórica do meu entendimento ético - me tornei um merda de um crítico estético!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

imaginar/viver uma festa sem musica

quinta-feira, 14 de julho de 2011

parei de gritar, parei de brincar, parei de sonhar
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
foi o último, eu juro

um brasileiro pensa assim

sempre que rola aquela coisa "poxa, mas o brasil é foda, a galera não se esforça pra fazer as coisas acontecerem, querem tudo de mão beijada e põem a culpa no estado pela merda que a gente é", eu penso "graças a deus, porque sempre se fodem muito mais pessoas do que as que se dão bem na roda da fortuna da ação coletiva livre. sempre ficam uns ali olhando de fora, sem atitude, e ainda têm aquela coisa que se sente que se chama inveja + fracasso. INVEJA NÃO PODE! NEM FRACASSO! SE VIREM AE! O PROBLEMA É SEU.
O CARALHO!
NO AMERICAN WAY OF LIFE PRA CIMA DE MIM"
mas aí podem dizer: bem, pensa comigo, se varias pessoas fizerem acoes coletivas e curtirem as acoes coletivas umas das outras, voce pode ser chamado pra outras acoes coletivas e aih a roda nunca para.
eu acho que pode parar pra muita gente e pra muita gente não para mesmo. pra outros anda devagar, pra outros mais rapido, uns mais que outros.

domingo, 3 de julho de 2011

andava-se para lá e para cá nessa festa e algumas pessoas adoravam não olhar na cara das pessoas que conheciam. cariocas adoram brincar de joguinho da memória com aqueles que não têm uma determinada atitude que ninguém sabe muito bem qual é. sempre que se pode, ignora-se alguém.

domingo, 26 de junho de 2011

palavras de mãe na madrugada sem fim

Cuidado, artista, muito cuidado nos caminhos cortantes cortantes cortantes de sua grande ambição. Mostrar seu valor, ouça a voz lá no fundo que tanto te ama. Mas, cuidado! quanto perigo jaz por aí...
Se há muito de si mesmo na obra de todo artista, opa!
Como saber, como saber se está sendo:
Ridículo?
Sério?
Posso crer que haja camadas que vão se desmantelando conforme o artista vai encontrando sua própria segurança
Também posso crer que muita gente estranha adora bater palma para seus desejos viciados
Tudo pode começar na crença de que se é livre
livre livre livre!
Pode se desenvolver um problema quando se crê que se pode agredir as pessoas com o que se percebe
Ou quando se acha que a ingenuidade irá levar sua obra ao mais do mais
Uma coisa é certa: pobre daquele artista que pintou na hora errada o seu auto-retrato
E eu não sei mesmo quem será levado a cabo e poderá sorrir por último
Só muito, muito cuidado
Cuidado com a maldade e também com a bondade
Cuidado com a sorte e também com o preparo, cuidado
Cuidado, meu filho, cuidado