terça-feira, 1 de setembro de 2026

Supondo-se uma origem geral telúrica dos humanos e que essa origem revela uma tendência dos indivíduos a buscarem sua própria liberdade, temos de chegar a concluir que eles busquem no "eu", na personalidade e em alguma noção básica de propriedade algum abrigo e, a partir deles, a sua máxima exaltação. O avanço, então, dessa tendência em direção ao fato concreto relaciona-se com elementos que são objeto da demografia como especialidade. A dimensão cosmo-vitalista, ou puramente vitalista, supõe que a racionalização do Estado converge para o atendimento de certas demandas que, no limite, definem-se como "necessidade". Traduzindo essa fórmula em uma representação gráfica simples — ou reduzindo-a a uma —, diríamos que, em um eixo, estaria a intensificação do prazer a cada momento e, no outro, estaria a longevidade. Cada indivíduo buscaria, para si, a máxima capacidade de gozar durante o maior período de tempo em vida, tendo-se que o resultado disso seria a imortalidade gozosa.