Olho a vista daqui do velho mundo e é marcante
que todos precisam fazer suas vidas
seus caminhos
sem se lembrarem de rir muito...
à distância, o destino...
é perdido
quantas faces sao minhas?
uma coisa é pensar, outra é fazer
uma coisa é querer, outra é poder
um caminho é entao descaminho
a certeza é entao desânimo
uma casa e seus moveis, um suplicio
do amor que ninguém vai ter
por ser brasileiro
sou dois filhos gemeos
dois impulsos heterogêneos
um do amor e do riso e do risco
e um do serio, do meu e de outro risco
ah! cada caminho e seu descaminho...
ah! as escolas e seus feitos filhos
seus defeitos timidos
uma bomba a se instalar la
(aqui)
por nada mais ser ou achado ou perdido
sem extravio de ensino, nem de bagagem
nao me venham podar meu selvagem!
que medo de ser desenvolvido!
pergunto à moca do achados e perdidos,
lost and founds, por aqui,
pra mim aqui é tudo invertido
primeiro se perde depois se acha, esse é o certo, ela me diz
eu, ouvidos, repito que sim,
esse é o certo, mas a minha mala nao é esta aqui
perdida e depois achada
prefiro achar e depois perder
como a bagagem, com dono, que perdeu seu caminho
como o dono, sem bagagem, que perdeu-se em destino
ah, o primeiro mundo, e todo o esforco
pra permanecer no topo!
ai, que medo de ser desenvolvido!
que agonia de marchar tao certinho e igualzinho!
nao tem agua de marco pra escoar, diluir, confundir os meninos!
uma bomba na escola pra calar o serviço!
uma chuva tropical pra apagar, pra ser livre!
ser pedra sem estar no caminho!
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
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