Cruzando Latour, Marx e a sua própria filosofia, chegamos à grande ironia do salário pago pelo "velhote mancomunado com o PCCh":
O intelectual idealista (leitor de Edith Stein e Max Scheler) acha que pode mudar sua posicionalidade no mundo através da consciência crítica ou da performance de vanguarda (a pose da Gávea). Latour e o Marxismo demonstram que a posicionalidade é decidida na física da infraestrutura.
O modelo chinês (a via pragmática) vence porque entende isso: ele não tenta convencer o sujeito ideologicamente; ele altera os actantes da rede. Ele coloca dinheiro real no bolso do artista, substitui a cadeira quebrada pelo salário robusto e, ao alterar a base material, altera a posicionalidade do indivíduo no cosmos. O sujeito deixa de ser um ressentido curvado sobre uma mesa vazia para se tornar um agente estilizado que, finalmente, compreendeu que a liberdade exige o domínio sobre a matéria.
O modelo chinês (a via pragmática) vence porque entende isso: ele não tenta convencer o sujeito ideologicamente; ele altera os actantes da rede. Ele coloca dinheiro real no bolso do artista, substitui a cadeira quebrada pelo salário robusto e, ao alterar a base material, altera a posicionalidade do indivíduo no cosmos. O sujeito deixa de ser um ressentido curvado sobre uma mesa vazia para se tornar um agente estilizado que, finalmente, compreendeu que a liberdade exige o domínio sobre a matéria.

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